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significado das cordas

pedrotheo — 22-04-2008 GTM -1 @ 13:39

Cinza - Simboliza a adaptação

Azul Claro - Simboliza o mar, a grandeza e imensidão do caminho a percorrer.

Amarelo - Simboliza o Sol, discernimento, o aluno começa a esclarecer o seu percurso, é uma doação desinteressada

Azul Escuro - Simboliza a noite, começa assim a se aprofundar e desenvolver percepção.

Verde - Simboliza as matas, ao desbravamento, a busca de conhecimento e a conquista do espaço.

Roxa - Simboliza o sacrifício, a busca de altos ideais.

Vinho - Simboliza a maturidade, responsabilidades elevadas

Marrom - Simboliza a terra, a solidez, coisas seguras e permanentes ao mesmo tempo flexível a mudanças, novas idéias, métodos e forma de agir.

Vermelha - Simboliza o sangue dos nossos ancestrais transmitindo a sabedoria.

Branco - Simboliza a purificação

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Regional

pedrotheo — 20-04-2008 GTM -1 @ 13:07

A Capoeira Regional
Mestre Bimba e seus alunos A capoeira Regional foi criada por Mestre Bimba (Manoel dos Reis Machado, 1899 - 1974), conhecido por ser um habilidoso lutador nos ringues, e inclusíve, ser um exímio praticante da capoeira Angola. Mestre Bimba procurou fazer com que a capoeira tivesse uma maior força como luta, e fez isto incorporando à ela novos golpes, um fato que é conhecido, é de que Bimba teria incorporado golpes do Batuque, uma luta, já extinta, que era rica em golpes traumáticos e desequilibrantes. Inclusive, sabe-se que o pai de Mestre Bimba era praticante desta luta. Há muita discusão também sobre se Bimba teria ou não absorvido golpes de outras lutas, como judô, o jiu-jitsu, a luta livre e o savate, luta de origem francesa, para compor sua capoeira Reginal. Entre os Velhos Mestre, essa é a opinião vigente, mas apesar disto eles não acham que este fato seja negativo ou descarecterizador A Regional surgio por volta de 1930. Mas Mestre Bimba se preocupou não só em fazer com que a capoeira fosse reconhecida como luta, ele também criou o primeiro método de ensino da capoeira, as "sequências de ensino" que auxiliavam o aluno a desenvolver os movimentos fundamentais da capoeira. Em 1932 foi fundada por Mestre Bimba a primeira academia de capoeira registrada oficialmente, em Salvador, com o nome de "Centro de Cultura Física e Capoeira Regional da Bahia".
Das muitas apresentações que Mestre Bimba fez, talvez a mais conhecida tenha sido a ocorrida em 1953, para o então presidente Getúlio Vargas, ocasião em que teria ouvido do presidente:"A capoeira é o único esporte verdadeiramente nacional."
Na academia de Mestre Bimba a rigorosa disciplina que vigorava determinava três níveis hierárquicos:"calouro", "formado" e "formado especializado". Uma das maiores honras para um discípulo era poder jogar Iúna, isto é, jogar na roda de capoeira ao som do toque denominado Iúna, executado pelo berimbau. O jogo de Iúna tinha a função simbólica de promover a demarcação do grupo dos formados para o grupo dos calouros. A única peculiaridade técnica do jogo de Iúna em relação aos jogos realizados em outros momentos no ritual da roda de capoeira era a obrigatoriedade da aplicação de um golpe ligado no desenrolar do jogo, além do fato de destacar-se pela maior habilidade dos capoeiristas que o executavam. O jogo de Iúna era praticado apenas ao som do berimbau, sem palmas ou outros instrumentos o que reforçava seu caráter solene. Ao final de cada jogo todos os participantes aplaudiam os capoeiristas que saíam da roda.
Na academia da Capoeira Regional de Mestre Bimba havia um quadro contendo um regulamento com nove itens, englobamdo aspectos técnicos e disciplinares:

• Deixe de fumar. É proibido fumar durante os treinos.
• Deixe de beber. O uso do álcool prejudica o metabolismo muscular.
• Evite demonstrar aos seus amigos de fora da "roda" de capoeira os seus progressos. Lembre-se de que a surpresa é a melhor aliada numa luta.
• Evite conversa durante o treino. Você está pagando o tempo que passa na academia; e observando os outros lutadores, aprenderá mais.
• Procure gingar sempre.
• Não tenha medo de se aproximar do oponente. Quanto mais próximo se mantiver, melhor aprenderá.
• Conserve o corpo relaxado.
• É melhor apanhar na "roda" que na "rua"

O surgimento da Regional foi um importante fator de divulgação da capoeira no país, alterando a imagem desta luta como atração turística ou como folclore, em que se destacam as acrobacias. A Regional passou a valorizar a capoeira esporte, conseguindo colocá-la no devido patamar, entre outras modalidades no Brasil. O atual reconhecimento que a capoeira possui, por todas as suas qualidades, em grande parte é devido ao trabalho de Mestre Bimba e de suas preocupações em mostrar a eficiência da luta brasileira.
Atualmente, a Regional é uma referência importantíssima para os praticantes da capoeira, por demonstrar todas as possibilidades de aliar as características coreográficas com as eficientes técnicas de golpes traumáticos e desequilibrantes. Mesmo que a maioria dos capoeiristas não procure jogar ou ensinar a Regional de forma, digamos, "pura" (mesmo porque muitos capoeiristas não têm ainda acesso a informações mais detalhadas sobre o trabalho de Mestre Bimba), há um consenso na comunidade capoeirística de que é fundamental conhecer e praticar as técnicas introduzidas por aquele mestre. Sempre no sentido de reunir as características que definem a capoeira como arte, jogo e luta.

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dicionario 1

pedrotheo — 19-04-2008 GTM -1 @ 18:52

- A -

Abadá - s. m. 1. Camisolão folgado e comprido usado pelos nagôs, semelhante ao traje nacional da Nigéria (Aurélio). Waldeloir Rego diz: "No Cais do Porto sempre estiveram os mais famosos capoeiras, mas a roupa usual, na sua atividade de trabalho, era calça comum, com bainha arregaçada, pés descalços e camisa tipo abadá, feita de saco de açúcar ou farinha do reino, e nas horas de folga do trabalho, assim se divertiam jogando sua capoeira." 2. Associação Brasileira de Apoio e Desenvolvimento da Arte - Capoeira, a Abadá-Capoeira, criada em 1988 por mestre Camisa, irmão mais novo do mestre Camisa Roxa (um dos bambas de mestre Bimba). Durante 15 anos, mestre Camisa pertenceu ao grupo Senzala de Capoeira, para depois sair e fundar a Abadá-Capoeira.

Abalá - v. Corruptela de abalar (v.) Origem controvertida. José Leite de Vasconcelos ("Etimologias Portuguêsas", in Revista Lusitana, v.II., p.267), em parecer aceito por José Pedro Machado (Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa), propõe o latim hipotético "advalare" (ad vallen), na idéia de "ir para baixo", e depois, por generalização do significado, "pôr-se em movimento", etc.

Abará - [Do ioruba] s. m. Pequeno bolo de feijão, ralado sem a casca, condimentado e cozinhado em banho-maria envolvido em folhas de bananeira.

ABCA - Sigla da Associação Brasileira de Capoeira Angola, a mais representativa entidade de Capoeira Angola da Bahia, que teve efetivada a sua criação por influência de intelectuais e capoeiristas. Funciona hoje no casarão amarelo da Rua Gregório de Mattos, no Centro Histórico de Salvador/BA. Teve como primeiro presidente Mestre João Pequeno de Pastinha, e da primeira diretoria faziam parte também os mestres Moraes, Cobrinha Mansa, Jogo de Dentro e Barba Branca....

Afoxé - s. m. Procissão ritual de um candomblé, que durante o Carnaval vai se misturar com a festa popular.

Agogô - s. m. instrumento de música religiosa, composto de dois sininhos metálicos desiguais, que se bate com uma varinha igualmente de metal.

"Alfinete" - (gíria antiga, transcrita em 1886 por Plácido de Abreu) s. m. faca, estoque.

"Alto da sinagoga" - (gíria antiga, transcrita em 1886 por Plácido de Abreu) s. m. rosto, cabeça.

Angola - s. f. 1. Nome de um país africano. José Matias Salgado diz que o nome primitivo era Ndoango, que os portugueses fizeram Dongo ou Ndongo como registra Quintão, traduzido por canoa grande. Na língua bunda esta palavra dongo significa um tipo de embarcação, a canoa, toda construída de um só pau; sendo muito semelhante à figura do reino de Angola, deram-lhe os antigos o nome de Dongo, que parece bem apropriado. O nome atual de Angola foi dado pelos portugueses, pelo fato de os reis ou sobas da região serem chamados Ngola, daí a origem do topônimo Angola. 2. Designa a capoeira chamada Angola, em oposição àquela chamada Regional. 3. Designa um dos toques de berimbau para o jogo de capoeira.

Angolêro - adj. m. Corruptela de angoleiro, derivado de Angola. Designa o jogador da capoeira chamada Angola.

Anum - s. m. Pássaro preto do gênero Crotophaga, Linneu. É um pássaro popularíssimo no nordeste do Brasil, que a imaginação popular associa ao negro, de maneira jocosa. Assim, quando um negro tem os lábios muito grossos, diz-se que tem bico de anum. O termo vem do tupi anu, vulto preto, indivíduo negro.

Apulcro de Castro - Além das maltas, há indícios de outras formas coletivas de organização dos capoeiras, nos instantes finais da escravidão no país. Observa-se, por exemplo, nítida aproximação entre capoeiristas e abolicionistas no depoimento do jornalista Carl Von Koseritz (Imagens do Brasil, publicado na Alemanha em 1885) ao comentar o linchamento do negro Apulcro de Castro, proprietário do pasquim de escândalos Corsário:

"[alguns dias depois do linchamento] ao cair do crepúsculo, grandes quantidades de capoeiras (negros escravos amotinados) e semelhantes 'indivíduos catilinários' se reuniram na praça de São Francisco e começaram, ali e na rua do Ouvidor, a apagar os bicos de gás, e, logicamente, a destruir os lampiões, enquanto gritavam alto e bom som "Viva a Revolução" (...) o Rio tem nos seus capoeiras um mau exemplo e deles se aproveita a propaganda revolucionária dos abolicionistas, sublevando os homens de cor pela morte do negro Apulcro (...)."

Aquinderreis - interj. Corruptela de aqui d'el-Rei. É uma oração elíptica, onde falta o verbo acudam, que formaria acudam aqui d'el-Rei. Era a maneira de se pedir socorro antigamente, por se entender el-Rei o único capaz de socorrer e dar proteção armada a alguém.

Armada - s. f. Golpe contundente do jogo de Capoeira. Um dos movimentos giratórios básicos do jogo, no qual o capoeirista gira sobre seu eixo, com uma das pernas estendidas horizontalmente, visando atingir o adversário com o lado externo do pé, nas costelas ou na cabeça.

Arpão de cabeça - s. m. É uma cabeçada aplicada no peito ou no abdome do adversário. Deve-se tomar o cuidado de entrar com as mãos cruzadas pouco abaixo da cabeça, para anular a possível joelhada no rosto.

Arrastão - s. m. Quando acossado frontalmente, o capoeirista projeta-se para frente e para baixo, buscando agarrar as pernas do adversário na altura dos calcanhares e, num movimento brusco, puxá-las para cima, enquanto, com a cabeça na altura do abdome do oponente, empurra-o para trás, derrubando-o. É muito perigoso aplicá-lo, porque, se não for bastante rápido, o capoeirista expõe-se a receber uma joelhada no rosto.

"Arriar" - (gíria antiga, transcrita em 1886 por Plácido de Abreu) v. deixar de jogar capoeira.

Aruandê - s. m. Trata-se do vocábulo Luanda, acompanhado de um a protético, seguido da troca do l pelo r na referida palavra e um ê exclamativo. Daí a composição a+Luanda+ê.

Asfixiante - s. m. Soco, murro direto aplicado na região inferior do rosto do oponente. Segundo Mestre Bola Sete (A Capoeira Angola na Bahia, Pallas, Rio de Janeiro, 1997), é golpe introduzido por Mestre Bimba, e que, como é o caso da cintura desprezada, dos balões e das gravatas, fazia parte das seqüências criadas pelo mestre, mas só era aplicado nos treinamentos realizados no C.C.F.R. e pelos demais praticantes da capoeira regional entre si, em suas respectivas Academias e jamais utilizados no jogo contra capoeiristas de outras escolas, que não utilizassem o método de Bimba.

Aú - s. m. Movimento básico do jogo de Capoeira, utilizado como fuga e deslocamento. Projetando-se lateralmente, o capoeirista leva as mãos ao chão (uma, depois a outra) apoiando-se nelas enquanto eleva as pernas, como se "plantasse uma bananeira", completando o giro e voltando à posição inicial, de pé.

Aviso - Segundo Waldeloir Rego, Mestre Canjiquinha (Washington Bruno da Silva) usava um toque chamado de "Aviso", que seu mestre Aberrê dizia ser tocado por um observador, um tocador que ficava num oiteiro, vigiando a presença do senhor de engenho, capitão do mato ou a polícia. Tão logo era sentida a presença de um deles, os capoeiristas eram avisados por meio desse toque. Em nossos dias, o comum a todos os capoeiras é o toque chamado "Cavalaria", usado para denunciar a presença da polícia montada, do conhecido Esquadrão de Cavalaria, cuja grande atuação na Bahia ocorreu no tempo do chefe de polícia chamado Pedrito (Pedro de Azevedo Gordilho), que perseguia candomblés e capoeiristas, passando para o folclore, através da imaginação popular, em cantigas como:

Toca o pandeiro
Sacuda o caxixi
Anda depressa
Qui Pedrito evém aí.

Axé - s. m. 1. Cada um dos objetos sagrados do orixá - pedras, ferros, recipientes, etc. - que ficam no peji das casas de candomblé. 2. Alicerce mágico da casa do candomblé. 3. Axé designa em nagô a força invisível, a força mágico-sagrada de toda divindade, de todo ser animado, de todas as coisas. Corresponde, grosso modo, à noção tão cara aos antropólogos, de mana. É a força sagrada, divina, que todavia não pode existir fora dos objetos concretos em que se encontra, de tal modo que a erva que cura é axé, e que o alimento dos sacrifícios é também axé.

dicionario

pedrotheo — 19-04-2008 GTM -1 @ 18:50

Maitá - Parece ser corruptela de Humaitá, com síncope da sílaba inicial. Em face dos episódios da guerra do Brasil com o Paraguai, justamente na época em que os capoeiras começavam a chegar ao auge em suas atividades, as cantigas se referem sempre a Humaitá, daí poder-se admitir a hipótese acima.

Major Miguel Nunes Vidigal - Um ano após a chegada de D. João VI (1808), criou-se a Secretaria de Polícia e foi organizada a Guarda Real de Polícia, sendo nomeado para sua chefia o major Nunes Vidigal, perseguidor implacável dos candomblés, das rodas de samba e especialmente dos capoeiras, “para quem reservava um tratamento especial, uma espécie de surras e torturas a que chamava de Ceia dos Camarões”. O major Vidigal foi descrito como "um homem alto, gordo, do calibre de um granadeiro, moleirão, de fala abemolada, mas um capoeira habilidoso, de um sangue-frio e de uma agilidade a toda prova, respeitado pelos mais temíveis capangas de sua época. Jogava maravilhosamente o pau, a faca, o murro e a navalha, sendo que nos golpes de cabeça e de pés era um todo inexcedível". Sobre ele, também disse Mário de Andrade: "O Major Vidigal, que principia aparecendo em 1809, foi durante muitos anos, mais que o chefe, o dono da Polícia colonial carioca. Habilíssimo nas diligências, perverso e ditatorial nos castigos, era o horror das classes desprotegidas do Rio de Janeiro. Alfredo Pujol lembra uma quadrinha que corria sobre ele no murmúrio do povo:

Avistei o Vidigal.
Fiquei sem sangue;
Se não sou tão ligeiro
O quati me lambe.

(Mário de Andrade, introdução às Memórias de um Sargento de Milícias, São Paulo, 1941).

Malta - s. f. Gangues ou hordas de capoeiras que infestavam e infernizavam as ruas da cidade do Rio de Janeiro, no final do século XIX e começo do século XX, mancomunadas com a prostituição.

Malungo - s. m. Companheiro, camarada; da mesma condição. Etim.: os negros chamavam malungos aos companheiros de bordo ou viagem, generalizando-se depois no Brasil o epíteto; provém do locativo conguês m'alungu, contração de mualungu, no barco, no navio (Jacques Raimundo, O Elemento Afro-Negro na Língua Portuguesa, Rio de Janeiro, 1933). ...

Mandacaru - s. m. Planta da família das cactáceas. Derivam-na de mandacaru, o feixe ou molho pungente.

Mandinga - Feitiço, despacho, mau-olhado, ebó. Os negros mandingas eram tidos como feitceiros incorrigíveis. Os mandingas ou malinkes, dos vales do Senegal e do Níger, foram guerreiros conquistadores, tornados muçulmanos. "Este povo, a que os negros chamavam mandinga, os espanhóis mandimença e masmol, maniinga (do radical mani ou mali, o hipopótamo, visto que eram povos totêmicos, e a terminação nke, povo), tinha uma índole guereira e cruel. Não obstante a influência maometana, eram considerados grandes mágicos e feiticeiros, e daí o termo mandinga, no sentido de mágica, coisa-feita, despacho, que os negros divulgaram no Brasil" (Artur Ramos, Culturas Negras no Novo Mundo, citado em Câmara Cascudo, Dicionário do Folclore Brasileiro).

Mandinguêro ou Mandiguêro - adj. Corruptela de mandingueiro. Na capoeira, designa o capoeirista ladino, maneiroso, cheio de negaças, truques,disfarces e ardis.

Manduca da Praia -

Mangangá - O mesmo que gangambá.

Maracangalha - s. f. Nome próprio designativo de um lugarejo no Estado da Bahia. Famoso no mundo da capoeira, graças às façanhas do temível capoeirista Besouro, que lá morreu, assassinado com um golpe de faca de tucum. O termo foi imortalizado depois pelo grande cancioneiro Dorival Caymmi, com o samba que fez o maior sucesso na época:

Eu vou pra Maracangalha, eu vou
Eu vou de liforme branco, eu vou
Eu vou de chapéu de palha, eu vou
Eu vou convidar Anália, eu vou

Se Anália não quiser ir
Eu vou só, eu vou só, eu vou só
Se Anália não quiser ir
Eu vou só,
Eu vou só, eu vou só sem Anália,
Mas eu vou.

A origem do nome ainda é desconhecida. Os habitantes do local dão a seguinte explicação: "Em época remota, que ninguém sabe precisar, mas que deve ter aí seus 200 anos, nos primórdios dos antigos engenhos, bandos de ciganos acampavam ali, constantemente, em suas andanças pelo sertão. Ao prepararem os animais para as viagens, gritavam uns para os outros: 'Amarra a cangalha'. Os pretos escravos pegaram a coisa e passaram a repetir a palavra deturpada, para zombar dos ciganos. Com o passar dos tempos, o uso se arraigou e Maracangalha entrou para a geografia do Brasil".

Maracatu - s. m. Grupo carnavalesco pernambucano, com pequena orquestra de percussão, tambores, chocalhos, gonguê (agogô dos candomblés baianos e das macumbas cariocas), que percorre as ruas, cantando e dançando sem coreografia especial. Respondem em coro ao tirador de loas, solista. Composto em sua maioria de negros. É visível vestígio dos séquitos negros que acompanhavam os reis de congos, eleitos pelos escravos, para a coroação nas igrejas e posterior batuque no adro, homenageando a padroeira ou Nossa Senhora do Rosário. Perdida a tradição sagrada, o grupo convergiu para o carnaval, conservando elementos distintos de qualquer outro cordão na espécie.

Marimbondo - s. m. (do quimbudo ma, pref. pl., + rimbondo, 'vespa'.)
1. Designação comum aos insetos himenópteros da família dos vespídios. 2. Alcunha que os portugueses davam aos brasileiros na época da independência. 3. Alcunha dos sediciosos pernambucanos que em 1852 se manifestaram em protesto contra a execução do decreto imperial de 18 de junho de 1851, que instituiu o registro de nascimentos e óbitos. 4. Dança popular em Goiás. "Os assistentes formam um círculo; o dançante fica ao meio deste, com o pote equilibrado sobre a cabeça. Os do círculo gritam: "Negro, o que qui tem?" Ele responde: "Maribondo, Sinhá!", passando as mãos pelo rosto e pelo resto do corpo, como se tirasse marimbondos que o mordessem, dançando, pulando sem se derramar a água do pote, encimada por um cuité. O instrumento próprio é a caixa ou o pandeiro. Quando o dançante se cansa, ajoelha-se aos pés do assistente que for escolhido para substituí-lo. Este, não querendo sair a dançar, pagará uma multa em bebidas: vinho, aguardente, etc., conforme os passes. (A. Americano do Brasil, Cancioneiro de Trovas do Brasil Central, S. Paulo, 1925).

Martelo - s.m. 1. Nome dado pelo sertanejo ao verso de dez sílabas, com seis, sete, oito, nove ou dez linhas. Câmara Cascudo explica a razão da denominação de martelo para este tipo de verso: "Pedro Jaime Martelo (1665-1727), professor de literatura na Universidade de Bolonha, diplomata e político, inventou os versos martelianos ou martelos, de doze sílabas, com rimas emparelhadas. Esse tipo de alexandrino nunca se adaptou na literatura tradicional brasileira, mas o nome ficou, origem erudita visível em sua ligação clássica com os primeiros letrados portugueses do primeiro quartel do século XVIII. Cantar o martelo, improvisá-lo ou declamá-lo, respondendo ao adversário no embate do desafio, é o título mais ambicionado pelos cantadores". 2. Nome de um golpe de capoeira; chute lateral que pode visar as costelas ou a cabeça do adversário.

Mestiçagem -

Muleque - [Do quimb. mu'leke, menino] s. m. Corruptela de moleque. 1. Negrinho. 2. Indivíduo sem palavra, ou sem gravidade. 3. Canalha, patife, velhaco. 4. Bras. Menino de pouca idade. 5. Engraçado, pilhérico, trocista, jocoso. [Fem.: moleca.]

Munganga - s. f. (Var. de moganga,termo de origem africana) 1. Caretas, trejeitos, esgares, momices; mogiganga. 2. Carícias, lábias.

Besouro Mangangá

pedrotheo — 19-04-2008 GTM -1 @ 12:44

BESOURO MANGANGÁ
A palavra capoeirista assombrava homens e mulheres, mas o velho escravo Tio Alípio nutria grande admiração pelo filho de João Grosso e Maria Haifa. Era o menino Manuel Henrique que, desde cedo aprendeu, com o Mestre Alípio, os segredos da Capoeira na Rua do Trapiche de Baixo, em Santo Amaro da Purificação, sendo batizado como Besouro Mangangá por causa da sua flexibilidade e facilidade de desaparecer quando a hora era para tal.
Negro forte e de espírito aventureiro, nunca trabalhou em lugar fixo nem teve profissão definida.
Quando os adversários eram muitos e a vantagem da briga pendia para o outro lado, "Besouro" sempre dava um jeito, desaparecia. A crença de que tinha poderes sobrenaturais veio logo, confirmando o pmotivo de ter ele sempre que carregar um "patuá". De trem, a cavalo ou a pé, embrenhando-se no matagal, Besouro, dependendo das circunstâncias, saia de Santo Amaro para Maracangalha, ou vice-versa, trabalhando em usinas ou fazendas.
Certa feita, quem conta é o seu primo e aluno Cobrinha Verde, sem trabalho, foi a Usina Colônia (hoje Santa Eliza) em Santo Amaro, conseguindo colocação. Uma semana depois, no dia do pagamento, o patrão, como fazia com os outros empregados, disse-lhe que o salário havia "quebrado" para São Caetano. Isto é: não pagaria coisa alguma. Quem se atrevesse a contestas era surrado e amarrado num tronco durante 24 horas. Besouro, entretanto, esperou que o empregador lhe chamasse e quando o homem repetiu a célebre frase, foi segurado pelo cavanhaque e forçado a pagar, depois de tremenda surra.
Misto de vingador e desordeiro, Besouro não gostava de policiais e sempre se envolvia em complicações com os milicianos e não era raro tomava-lhes as armas, conduzindo-os até o quartel. Certa feita obrigou um soldado a beber grande quantidade de cachaça. O fato registrou-se no Largo de Santa Cruz, um dos principais de Santo Amaro. O militar dirigiu-se posteriormente à caserna, comunicando o ocorrido ao comandante do destacamento, Cabo José Costa, que incontinente designou 10 praças para conduzir o homem preso morto ou vivo.
Pressentindo a aproximação dos policiais, Besouro recuou do bar e, encostando-se na cruz existento no largo, abriu os braços e disse que não se entregava. Ouviu-se violenta fuzilaria, ficando ele estendido no chão. O cabo José chegou-se e afirmou que o capoeirista estava morto. Besouro então ergueu-se, mandou que o comandante levantasse as mãos, ordenou que todos os soldados fossem e cantou os seguintes versos: Lá atiraram na cruz/ eu de mim não sei/ se acaso fui eu mesmo/ ela mesmo me perdoe/ Besouro caiu no chão fez que estava deitado/ A plícia/ ele atirou no soldado/ vão brigar com caranguejos/ que é bicho que não tem sangue/ Polícia se briga/ vamos prá dentro do mangue.
As brigas eram sucessivas e por muitas vezes Besouro tomou partido dos fracos contra os propritários de fazendas, engenhos e policiais. Empregando-se na Fazenda do Dr. Zeca, pai de um rapaz conhecido por Memeu, Besouro foi com ele às vias de fato, sendo então marcado para morrer.
Homem influente, o Dr. Zeca mandou pelo próprio Besouro, que na atilde;o sabia ler nem escrever, uma carta para um seu amigo, administrador da Usina Maracangalha, para que liquidasse o portador. O destinatário com rara frieza mandou que Besouro esperasse a resposta no dia seguinte. Pela manhã, logo cedo, foi buscar a resposta, sendo então cercado por cerca de 40 soldados, que incontinente fizeram fogo, sem contudo atingir o alvo. Um homem entretanto, conhecido por Eusébio de Quibaca, quando notou que Besouro tentava afastar-se gingando o corpo, chegou-se sorrateiramente e desferiu-lhe violento golpe com uma faca de ticum.
Manuel Henrique, o Besouro Mangangá, morreu jovem, com 27 anos, em 1924, restando ainda dois dos seus alunosL Rafael Alves França, Mestre Cobrinha Verde e Siri de Mangue.
Hoje, Besouro é símbolo da Capoeira em todo o território baiano, sobretudo pela sua bravura e lealdade com que sempre comportou com relação aos fracos e perseguidos pelos fazendeiros e policiais.

M.caiçara

pedrotheo — 18-04-2008 GTM 1 @ 23:56

Mestre Caiçara (1923 - 1997)
Antônio Carlos Moraes Marcou época na história da capoeira... provocante, controvertido, alegre, atrevido, simpático... formou uma das equipes mais brilhantes de sua época... seus alunos primavam por exibir uma capoeira bonita de se ver e eficiente.
Nas palavras de Eduardo (A.. C. São Salomão/Recife/PE) foi : "Uma das lendas vivas da Capoeira; sua história mais parece tirada de livros de ficção...
Numa época em que o Pelourinho não tinha o glamour de hoje, Mestre Caiçara ditava as regras num território de prostitutas e cafetões; de traficantes e malandros. Todos tinham que pedir a sua benção. Gravou um dos principais discos da Capoeira Angola onde exemplifica os diversos toques de berimbau, além de cantar ladainhas e sambas de roda."

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M. cobrinha verde

pedrotheo — 18-04-2008 GTM 1 @ 23:54

MESTRE COBRINHA VERDE ( 1917 - 1983 )
Rafael Alves França, mandingueiro respeitadíssimo no seu percurso por este mundo de meu Deus. Nasceu em Santo Amaro da Purificação (BA). Com 4 anos de idade iniciou-se na Capoeira pelas mãos de Besouro, seu primo carnal. Além de seu primeiro mestre, Cobrinha Verde também bebeu da sabedoria de Maitá, Licurí, Joité, Dendê, Gasolina, Siri de Mangue, Doze Homens, Espiridião, Juvêncio Grosso, Espinho Remoso, Neco, Canário Pardo e Tonha. Foi 3° Sargento no antigo Quartel do CR em Campo Grande, tendo participado também da Revolução de 32 entre outras pelejas. Durante muitos anos ensinou em seu Centro Esportivo de Capoeira Angola Dois de Julho, com sede no Alto de Santa Cruz, s/ n°, no Nordeste de Amaralina.

História da capoeira

pedrotheo — 18-04-2008 GTM 1 @ 23:43

A história da capoeira começa no século XVI, na época em que o Brasil era colônia de Portugal. A mão-de-obra escrava africana foi muito utilizada no Brasil, principalmente nos engenhos (fazendas produtoras de açúcar) do nordeste brasileiro. Muitos destes escravos vinham da região de Angola, também colônia portuguesa. Os angolanos, na África, faziam muitas danças ao som de músicas.

Ao chegarem ao Brasil, os africanos perceberam a necessidade de desenvolver formas de proteção contra a violência e repressão dos colonizadores brasileiros. Eram constantemente alvos de práticas violentas e castigos dos senhores de engenho. Quando fugiam das fazendas, eram perseguidos pelos capitães-do-mato, que tinham uma maneira de captura muito violenta.

Os senhores de engenho proibiam os escravos de praticar qualquer tipo de luta. Logo, os escravos utilizaram o ritmo e os movimentos de suas danças africanas, adaptando a um tipo de luta. Surgia assim a capoeira, uma arte marcial disfarçada de dança. Foi um instrumento importante da resistência cultural e física dos escravos brasileiros.

A prática da capoeira ocorria em terreiros próximos às senzalas (galpões que serviam de dormitório para os escravos) e tinha como funções principais à manutenção da cultura, o alívio do estresse do trabalho e a manutenção da saúde física. Muitas vezes, as lutas ocorriam em campos com pequenos arbustos, chamados na época de capoeira ou capoeirão. Do nome deste lugar surgiu o nome desta luta.

Até o ano de 1930, a prática da capoeira ficou proibida no Brasil, pois era vista como uma prática violenta e subversiva. A polícia recebia orientações para prender os capoeiristas que praticavam esta luta. Em 1930, um importante capoeirista brasileiro, mestre Bimba, apresentou a luta para o então presidente Getúlio Vargas. O presidente gostou tanto desta arte que a transformou em esporte nacional brasileiro.

A capoeira possui três estilos que se diferenciam nos movimentos e no ritmo musical de acompanhamento. O estilo mais antigo, criado na época da escravidão, é a capoeira angola. As principais características deste estilo são: ritmo musical lento, golpes jogados mais baixos (próximos ao solo) e muita malícia. O estilo regional caracteriza-se pela mistura da malícia da capoeira angola com o jogo rápido de movimentos, ao som do berimbau. Os golpes são rápidos e secos, sendo que as acrobacias não são utilizadas. Já o terceiro tipo de capoeira é o contemporâneo, que une um pouco dos dois primeiros estilos. Este último estilo de capoeira é o mais praticado na atualidade.

O berimbau

pedrotheo — 18-04-2008 GTM -1 @ 22:13

Berimbau
Um arco de madeira, retesado por um fio de arame. No centro ou numa das extremidades, meia cabaça ou caixa de ressonância, cuja abertura é colocada na barriga ou no peito do tocador. Este vibra as cordas com os dedos ou com uma varinha qualquer, afastando ou aproximando a cabaça do corpo para modificar o som. É o urucungo, também chamado de berimbau.
Pesquisando um pouco o nosso passado através da história, percebemos que nem sempre o berimbau esteve ligado à Capoeira e que nela foi incorporado, primeiramente, no estado da Bahia. Fomos buscar, nas Artes Plásticas, um reforço para essa afirmação: numa aquarela de 1826 do pintor e desenhista francês Debret, que viveu no Brasil entre 1816 e 1831, aparece um tocador de berimbau, cego, pedindo esmola, bem distante do contexto da Capoeiragem. Na mesma época, em gravura, Rugendas retrata o jogo da Capoeira, acompanhado apenas por um pequeno tambor, sem a presença do berimbau. Hoje, esse instrumento musical é sinônimo de Capoeira e não se admite um jogo ou uma roda sem a sua presença.
Segundo vários estudiosos que trataram do tema, o berimbau é originário da África, existindo em várias regiões daquele continente. Como outros instrumentos utilizados em manifestações afros, foi introduzido em nosso país pelos negros que para aqui vieram como escravos.

"... ô pega esse Gunga / me venda ou me dê / esse Gunga é meu / eu não posso vendê."
Na Capoeira Angola, velhos mestres como Valdemar da Liberdade, Pastinha, Canjiquinha, Caiçara, Paulo dos Anjos, Gigante, Cobrinha Verde e outros afirmam que a orquestra é composta por três berimbaus diferentes em tamanho: um pequeno (Viola); um médio; um grande (Berra-boi). Os três berimbaus são uma tentativa de se dar um caráter de orquestra à roda: o Viola apenas dobra, com seu som agudo; o médio, sola; o Berra-boi faz o grave.
Já mestre Bimba, em sua Capoeira Regional, só permitia um berimbau, que podia ser o Gunga ou o Viola, acompanhado por dois pandeiros. Uma particularidade dos berimbaus feitos pelo mestre Bimba é que não podiam ser pintados. Ele sempre dizia que "Berimbau pintado perde a voz". Seus berimbaus eram, apenas, envernizados.
Convém lembrar que o que caracteriza o Berimbau como grande, médio ou pequeno é o tamanho da cabaça.
Dois pandeiros são também obrigatórios na roda, além dos caxixis que acompanham os berimbaus.
Outros instrumentos como o atabaque, agogô e reco-reco são facultativos e dependem da aprovação ou não do mestre.
Os vários toques de berimbau, escolhidos para o jogo da Capoeira, variam de acordo com a preferência do mestre. Valdeloir Rêgo, em pesquisa de 1968, depois de entrevistar mestres como Bimba e Pastinha, entre outros, conseguiu esta lista de toques: Angola - São Bento Grande - São Bento Pequeno - Cavalaria - Iúna - Amazonas - Santa Maria - Banguela - Angolinha - Ave Maria - Samongo - Angola em Gêge - São Bento Grande Gêge - Muzenza - Iejexá - Assalva - Estandarte - Gêge - Cinco Salomão - Angola-Pequena - Benguela Sustenida - Jogo de Dentro - Jogo de Fora.
Na Capoeira Angola, apenas os toques Angola, São Bento Grande e São Bento Pequeno são realmente utilizados para o jogo e reconhecidos por todos. O ritmo desses toques é acelerado ou diminuído, fazendo com que o jogo fique rápido ou lento.
Mestre Bimba tocava sempre o "São Bento Grande" para jogos mais rápidos, tanto de alunos formados como de calouros. É o toque que caracteriza a Regional. A Banguela servia para jogos lentos, floreados.
O toque Iúna, de ritmo médio, era só para Mestres ( Hoje, geralmente é feito por alunos formados) e exigia-se que os jogadores aplicassem, pelos menos, um dos balões ensinados ( Cintura Despresada ). Outros toques como Amazonas, Santa Maria e Idalina, raramente eram tocados. O Cavalaria anunciava a aparição da Policia Montada a Cavalo, o que fazia com que a roda terminasse ( usada antes da capoeira ser legalizada ).
Para a confecção de um berimbau, são necessários os seguintes materiais:
a) Madeira (Biriba, Araçá, Tapioca, entre outras, para o arco);
b) Arame de aço (tirados de pneus, segundo os mestres, são os melhores);
c) Cabaça (Lagenaria vulgaris, Porongo);
d) Barbante, Sizal, Curmim (para fixar a cabaça ao arco de madeira e também o arame de aço à madeira);
e) Couro (sola) para ser colocado dentro da cabaça, a fim de que o barbante não corte a mesma e, também, para se colocar em uma das extremidades da madeira para que o arame de aço nela não penetre;
f) Cola (para fixar o couro à Cabaça);
g) Taxas (02) para fixar o couro à madeira;
h) Uma baqueta de madeira flexível para percutir o arame de aço;
i) Um dobrão (moeda ou pedra) para fixar os sons, quando encostado no arame de aço.

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Passaro Iúna

pedrotheo — 18-04-2008 GTM -1 @ 22:05

Iúna
Corruptela de inhuma ou anhuma. [Do tupi a 'um, 'ave preta', com aglutinao do artigo]
1. Ave anseriforme, da famlia dos anhimdeos (Anhuma cornuta). "smbolo da sagacidade e da matreirice, (...) a ave existe realmente e habita os brejos, charcos, lagoas, etc. O termo "Ina" uma corruptela de seu verdadeiro nome: Inhuma ou Anhuma. Ela tem o porte de um peru, com pernas longas e ps de dedos grandes, com dois espores carpianos em cada asa, alm de um longo espinho crneo no alto da cabea. Sua plumagem bruno enegrecida e negra. [Sin.: alicorne, anhima, cametau, cauint, cavitantau, cauintau, inhama, inhuma, licorne, unicorne, unicrnio.]
2. Nome dado a um toque de berimbau, muito melodioso, usado no jogo da capoeira. Toque criado por Mestre Bimba, para jogo rasteiro, ligado e com bales, usado somente por mestres de Capoeira.

Fonte : Mestre Maneca Brando ("O Canto da Ina - A Saga de um Capoeira", Itabuna/BA, 1 ed.)

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